
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Como alimentar o mundo em meio à crise climática? Essa é a pergunta que vai mobilizar 1,5 mil pesquisadores, estudantes e gestores públicos de 42 países no Campus Centro da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), na Capital, na próxima semana. Com aula inaugural marcada para este domingo (19), o 16º Congresso Mundial de Sociologia Rural, promovido pela Associação Internacional de Sociologia Rural (IRSA, na sigla em inglês), e o 64º Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (Sober) se estendem até sábado (25). As inscrições já se esgotaram.
Conforme o presidente da International Rural Sociology Association (IRSA), o professor da UFRGS Sérgio Schneider, a realização conjunta dos eventos busca compreender as transformações do mundo rural e contribuir para a construção de respostas diante das mudanças em curso.
— Temos novamente esse fantasma do El Niño, que nos ameaça com chuva e vento nos próximos dias. Queremos que o mundo saiba o que aconteceu no Rio Grande do Sul e o que vem sendo feito desde então — acrescenta o professor.
Esse novo olhar sobre o meio rural também se reflete na programação dos congressos, que reunirá pesquisas em 44 grupos de trabalho e sessões temáticas. Os estudos abordam temas como agricultura familiar, agroecologia, sociobiodiversidade, bioeconomia, governança, mercados territoriais, cooperativismo, juventudes rurais, povos indígenas, inovação e políticas públicas.
A começar neste domingo (19), com a aula inaugural da pesquisadora canadense Jennifer Claap, da Universidade de Waterloo.

