
— Acordos são sempre coisas que alguém tem de ceder de algum lado — disse a senadora e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina, sobre a proposta construída apara a renegociação de produtores.
A frase mostra que dentro do vaivém da negociação se chegou não ao ideal perseguido, mas ao acerto viável, como a própria parlamentar destacou na sua manifestação sobre a medida provisória construída e a ser publicada pelo governo:
— Hoje, estamos aqui em um acordo possível e avançamos muito.
A senadora agradeceu a compreensão da relevância do tema pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, para avançar nas negociações. Da mesma forma, o deputado federal Arnaldo Jardim, vice-presidente na Câmara dos Deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), reiterou que o texto que se chega agora não atende a todas as expectativas, mas boa parte delas.
— Se a pergunta for: estão completamente atendidos? Não, mas estamos seguramente atendidos de que isso deslancha, cria uma parada no processo de inadimplência e faz rolar o desenvolvimento do Plano Safra — pontuou Jardim, que já esteve à frente da Secretaria da Agricultura de São Paulo.
A celeridade de uma medida provisória do governo frente o avanço do projeto de lei 5122 — que tramita no Congresso — é listada como uma vantagem, ao tratar o passivo de forma mas imediata. A reunião e o anúncio na residência do presidente da Câmara, Hugo Motta, também são simbólicas à medida que a eventual colocação na pauta do texto teria ser feita por ele.
— Sabemos que no Rio Grande do Sul muita gente gostaria que o PL pudesse ter sido votado, mas é uma medida provisória, resolve o problema imediato. Porque com o Plano Safra vigente, muita gente não conseguiria ter acesso ao crédito — reforçou a senadora.




