
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
A cada novo balanço, a indústria de máquinas agrícolas se vê obrigada a recalcular a rota do ano. Foi o que fez, pela terceira vez, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) nesta quarta-feira (29). Agora a entidade prevê queda de 20% nas vendas, ante estimativas anteriores de 8% e 15%. A mudança acompanha o desempenho do primeiro semestre, quando a receita do setor recuou 21,3%, para R$ 26,6 bilhões.
— A situação não deve piorar. Junho e julho são meses mais travados em função do Plano Safra. E, em agosto, devem melhorar as vendas — analisa Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq.
O principal motivo para o cenário negativo deste ano segue sendo a baixa rentabilidade das lavouras, resultado de preços das commodities em baixa e custo de produção em alta. Os juros do último para o atual Plano Safra "melhoraram um pouco", continua Estevão, e novo tarifaço dos Estados Unidos não deve trazer "grandes efeitos", finaliza:
— Apenas 0,8% do faturamento do setor vem de exportações para os Estados Unidos. Então, se não se exportar nada para lá, cai apenas 0,8%.
O número médio de pessoas empregadas no mesmo período teve um recuo menor, de 3,3%, e totalizou 116,5 mil pessoas.




