
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Uma costela bovina preparada com vinho do Vale dos Vinhedos, acompanhada de aligot feito com queijo artesanal serrano e finalizada com farinha de mandioca do Amazonas. A combinação servida pelo restaurante Höppner é uma das diversas receitas exclusivas que estão nos cardápios de 31 restaurantes em Gramado até o dia 22, durante o Connection Terroirs do Brasil. E que traduzem a proposta do evento, de divulgar (neste caso, à mesa, pelo paladar) produtos que carregam identidade, tradição e reconhecimento de origem.
Para isso, os restaurantes passaram por capacitação para incorporar ao menos um ingrediente com Indicação Geográfica. Queijos dos Campos de Cima da Serra, erva-mate de Machadinho e de São Mateus do Sul, linguiça de Blumenau e mel de melato de Bracatinga foram alguns dos escolhidos pelos chefs para compor pratos, sobremesas e bebidas.
— O consumidor consegue conhecer esses produtos por meio da gastronomia. Muitas vezes ele ouve falar da Indicação Geográfica, mas é no prato, na xícara ou na taça que entende o valor daquela origem — afirma o analista de Agronegócios do Sebrae RS, André Bordignon.
Além do circuito gastronômico, o Connection Terroirs do Brasil conta com palestras, feira de produtos, degustações, rodada de negócios e espaços voltados ao turismo e ao artesanato. A ideia também é ampliar as oportunidades de mercado para esses produtos.
— Tem IG no meu prato, na minha xícara e na minha taça. Essa é a experiência que queremos proporcionar — resume Bordignon.
Enquanto o circuito gastronômico segue até 22 de junho, a programação principal do Connection ocorre até este sábado (13), em Gramado. A realização é da Rossi & Zorzanello, com correalização do Sebrae RS.





