
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Em pleno período de entressafra, quando as baixas temperaturas reduzem a produção de rosas, as floriculturas gaúchas vivem um dos dias mais movimentados do ano. E não deve ser diferente nesta sexta-feira (12), Dia dos Namorados. A expectativa da Associação Riograndense de Floricultura (Aflori) para a data é de que as vendas cresçam entre 5% e 10% na comparação com o ano passado.
O curioso é que a celebração ocorre justamente em uma época desfavorável para a produção da flor. Segundo o presidente da Associação Riograndense de Floricultura (Aflori), Walter Luis Winge, o frio limita a oferta:
— As poucas produções que existem com esse frio todo não florescem. Outros Estados produtores, como São Paulo e Minas Gerais, também enfrentam redução da oferta nesta época do ano.
Ainda assim, a maior parte das flores comercializadas no Rio Grande do Sul vem de outros Estados.
As rosas vermelhas continuam liderando a procura, mas dividem espaço com lírios, tulipas, astromélias, gérberas e girassóis. Também crescem as vendas de plantas em vasos, especialmente orquídeas e antúrios — cujo formato da flor lembra um coração.
No Brasil, cenário também é positivo
Para o país, o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor) estima aumento de 8% nas vendas. A data, aliás, responde por cerca de 10% de todo o faturamento anual do setor, atrás apenas do Dia das Mães.
Uma das principais distribuidoras de flores do país, a Cooperflora, em Holambra, no interior de São Paulo, por exemplo, estima movimentar 5,1 milhões de hastes de flores, folhagens e plantas em apenas dez dias. O abastecimento é sustentado por mais de 115 produtores cooperados e uma logística que envolve planejamento antecipado, cadeia de frio e distribuição para todo o território nacional.




