
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Com secas, geadas e outros eventos extremos cada vez mais frequentes, a Embrapa iniciou um novo projeto para desenvolver ferramentas capazes de antecipar riscos climáticos e apoiar a tomada de decisão na agricultura brasileira. A iniciativa, que começa em julho e terá duração de quatro anos, pretende criar sistemas de monitoramento e alerta para reduzir perdas nas principais culturas do país.
Chamado "Do risco à decisão: soluções inteligentes para antecipação e monitoramento de riscos climáticos na agricultura", o projeto reúne 39 pesquisadores de 15 unidades da Embrapa e contará com investimento inicial de R$ 2 milhões. A proposta é integrar informações climáticas, modelos de simulação e ferramentas digitais para oferecer previsões mais precisas aos produtores, além de subsidiar políticas públicas e instrumentos como seguro rural e crédito agrícola.
Entre as culturas contempladas estão soja, milho, trigo, arroz, feijão, mandioca, uva e maçã. O foco inicial será o monitoramento dos impactos provocados por seca e geada, dois dos principais responsáveis por perdas de produtividade no campo.
O trabalho será desenvolvido em três frentes. A primeira prevê a criação de indicadores e metodologias para análise de risco climático e sistemas de alerta precoce. A segunda utilizará modelos biofísicos para estimar perdas agrícolas praticamente em tempo real. Já a terceira reunirá essas informações em uma plataforma digital de gestão de riscos, com painéis e análises voltados a produtores, agentes públicos e instituições financeiras.
A nova ferramenta deverá complementar iniciativas já existentes, como o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ampliando a capacidade de resposta diante das mudanças climáticas.




