
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
O Brasil acaba de reforçar sua presença em lugar estratégico para o futuro da agricultura mundial. Uma nova remessa de sementes de caju, fava, amendoim, mamona e gergelim foi enviada pela Embrapa ao Banco Global de Sementes de Svalbard, na Noruega, considerado a maior reserva de segurança agrícola do planeta.
A nova remessa, entregue pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, soma 24 acessos genéticos e se junta a outras 8.125 amostras brasileiras já armazenadas no local. Escavado em uma montanha na ilha de Spitsbergen, no arquipélago de Svalbard, a cerca de mil quilômetros do Polo Norte, o complexo funciona como uma espécie de cofre mundial da biodiversidade agrícola. Ou, como também é chamado, a "arca de Noé" da agricultura mundial.
A missão do banco é preservar sementes capazes de reconstruir cultivos em caso de desastres naturais, conflitos armados, surtos de pragas ou impactos severos das mudanças climáticas. Atualmente, o local abriga cerca de 1,38 milhão de amostras de mais de 5 mil espécies vegetais de 223 países e territórios.
E, no caso dos novos materiais brasileiros, amplia a diversidade de culturas nacionais protegidas. Entre elas estão o caju, símbolo da fruticultura tropical; a fava, tradicional em diferentes regiões do país; o amendoim, importante para a indústria alimentícia; a mamona, com potencial energético e industrial; e o gergelim, que vem conquistando espaço no agronegócio nacional graças ao avanço das exportações.
A maior parte do material brasileiro já armazenado é composta por arroz, feijão e milho, culturas consideradas essenciais para a alimentação humana.
Versão brasileira
Em Brasília, a Embrapa mantém o maior banco de sementes da América Latina, com quase 126 mil amostras de mais de 1,2 mil espécies. Conservadas a 18 graus celsius negativos, as sementes podem permanecer viáveis por décadas ou até séculos.


