
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
O Brasil ficou de fora da nova lista da União Europeia de países aptos a exportar determinados animais e produtos de origem animal ao bloco dentro das regras de controle do uso de antimicrobianos. A atualização foi publicada na sexta-feira (5) pela Comissão Europeia.
A decisão não representa um embargo imediato, mas aumenta a pressão sobre as negociações em andamento entre Brasília e Bruxelas, conforme Júlio Barcellos, coordenador do Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (Nespro) da UFRGS. As novas exigências entram em vigor em 3 de setembro de 2026.
Segundo a Comissão Europeia, o motivo da exclusão é que o Brasil ainda não apresentou informações suficientes que garantam o cumprimento das regras exigidas pelo bloco para restringir o uso de determinados antibióticos considerados essenciais para a saúde humana.
O alcance da medida vai além da carne bovina. Carne de frango, tripas, peixe e mel também estão na relação dos que ficam com a exportação barrada diante da não inclusão do Brasil na lista dos aptos.
O governo brasileiro tenta reverter a situação. Nas últimas semanas, o Ministério da Agricultura tem intensificado as tratativas com a União Europeia e apresentou um protocolo de certificação para comprovar a produção de bovinos sem o uso dos antimicrobianos proibidos pela legislação europeia.






