
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
A safra de azeite de oliva está na reta final nos pomares, mas segue rendendo frutos para os produtores brasileiros. Desta vez, a colheita foi de medalhas em um dos mais prestigiados concursos internacionais do setor, o Athena International Olive Oil Competition, realizado na Grécia, país que é referência mundial na produção de azeite de oliva.
O Brasil conquistou 23 medalhas entre ouro e prata. Destas, 20 ficaram com marcas do Rio Grande do Sul, que, hoje, representa 80% da produção nacional de azeitonas.
Entre os destaques, a Estância das Oliveiras, de Viamão, liderou o pódio brasileiro com 10 medalhas. Na sequência aparecem a Prosperato, de Caçapava do Sul, com seis premiações; a Azeite Sabiá, de Encruzilhada do Sul, com três; e a Olivas Alto Bonito, de Bagé, com uma.
Para a Olivas Alto Bonito, a conquista teve sabor especial. A empresa recebeu sua primeira medalha de prata, conquistada com um azeite não filtrado da variedade arbequina, elaborado a partir de colheita na Estância Dona Genoveva, da família Kalil, em Bagé.
— Receber um reconhecimento dessa relevância, diretamente da Grécia, onde o azeite faz parte da história e da cultura há milênios, é motivo de muito orgulho para toda a nossa família — afirmou ainda o médico e produtor Renato Kalil.
Sobre a safra
Além da qualidade desta safra, o volume também impressiona. Só no Rio Grande do Sul, a expectativa do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) é de que a produção chegue a 800 mil litros de azeite de oliva, podendo, inclusive, superar essa marca, que já seria recorde. No Brasil, a perspectiva é de alcançar 1 milhão de litros produzidos.




