
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
A conta das chuvas intensas no Brasil pesa mais no sul. É o que aponta levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), divulgado nesta semana. Segundo os dados, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul concentraram 41,5% dos decretos de Situação de Emergência ou Estado de Calamidade Pública relacionados a eventos climáticos entre 2013 e 2025. Foram 9.496 registros de enchentes, enxurradas, alagamentos e tempestades de 22.863 ocorrências em todo o país.
Santa Catarina é o Estado líder nacional em notificações, com 4.885 decretos. O Rio Grande do Sul aparece em segundo lugar, com 3.628 registros, enquanto o Paraná ocupa a sexta posição, com 983 ocorrências.
Além da frequência dos eventos, o Sul também concentra parte expressiva dos prejuízos econômicos. Dos R$ 222,9 bilhões em perdas provocadas por chuvas intensas no Brasil no período analisado, 37,5% ficaram na região. Enquanto isso, o Sudeste responde por 23,9% dos danos, seguido do Nordeste (21,5%), Centro-Oeste (9,2%) e Norte (7,9%).
Na avaliação do presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, a enchente de 2024 no Rio Grande do Sul evidenciou o tamanho do impacto econômico e social de chuvas extremas. Segundo ele, a limitação orçamentária e a falta de estrutura dificultam tanto a recuperação dos municípios quanto ações preventivas para reduzir os danos futuros.
O levantamento também chama atenção para os impactos sociais dos desastres. Os três Estados do Sul somam 1,86 milhão de pessoas desalojadas (pessoas que precisaram deixar suas casas temporariamente), o equivalente a 34,8% do total nacional. Na sequência, aparecem Norte (24,15%), Nordeste (22,97%), Sudeste (17,42%) e Centro-Oeste (0,60%).






