
É para colocar de volta à mesa do Senado a proposta que de renegociação de dívidas rurais que representantes do agro gaúcho voltam a Brasília nesta terça-feira (26). O relatório do projeto de lei 5.122 tinha votação prevista na Comissão de Assuntos Econômicos na semana passada, mas uma proposta do governo, tirou o assunto da ordem do dia.
— A proposta é pior do que a medida provisória do ano passado. Por isso, a nossa expectativa virou frustração, mas estamos indo para Brasília, temos encontro tanto com Renan Calheiros quanto com a senadora Teresa Cristina, para ver se conseguimos demover dessa ideia — disse Domingos Velho Lopes, presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul).
Neste momento, o relatório está em banho-maria: por ora, não tem previsão de entrar em pauta, à espera de um acordo com o governo. Fala-se na possibilidade de edição de uma medida provisório por parte da União. Na prática, é bastante improvável que seja votado o texto do senador Renan Calheiros.
— Estamos preocupados com a movimentação dos últimos dias. Tínhamos convicção grande da votação (na semana passada). Nossa preocupação é que tenha subido no telhado — diz Eugênio Zanetti, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag-RS).
Além de argumentar que o Planalto teve tempo de sobra para negociação — a votação na Câmara dos Deputados foi em julho do ano passado —, o setor argumenta que a proposta não atende à demanda. O PL 5122 contempla dívidas dentro e fora do sistema financeiro, algo considerado crucial na renegociação.
— O governo federal teve todas as oportunidades de resolver e emendar o (projeto de lei) 5.122 porque os seus senadores, representantes da base, lá estavam pra fazer isso. Deixaram correr, criaram a expectativa e, na hora da votação, disseram para trazer um novo programa, uma nova medida provisória — reforça o presidente da Farsul.





