
Com menos de 4% da área de soja irrigada, o Rio Grande do Sul tem espaço de sobra — e necessidade — de avanço do sistema na produção. Diretor-presidente da Valmont Brasil, Cristiano Del Nero falou sobre o mercado gaúcho durante a 31ª Agrishow. A companhia é dona da marca Valley. Confira trechos da entrevista.
Por que, mesmo com tantas estiagens, o RS ainda tem percentuais tímidos de irrigação?
Primeiramente, o Rio Grande do Sul é pioneiríssimo em irrigação por alagamento, para o arroz. Mas já é uma tecnologia passada. E a razão, também, é muito cultural. Por que sabe quem mais irriga hoje em dia no Brasil inteiro? É o gaúcho, aquele que migrou. De 70% a 80% dos nossos clientes são gaúchos que migraram para Goiás, Bahia, Minas, Mato Grosso. E é interessante que ele levou essa cultura da irrigação para lá.
Qual o peso do RS dentro do país para os negócios da marca?
Cerca de 10% e, neste ano, cresceu. Inclusive, no ano passado, foi a única região onde a gente superou, cresceu mais de 20% (no país), porque focamos muito no Estado. Renovamos a turma toda, estamos com uma revenda super preparada, melhoramos tudo que podíamos, enfim, dá um acompanhamento bem forte. Isso está melhorando a nossa participação no mercado. Já tivemos participação melhor, depois caímos, agora melhorou. Então, o Rio Grande do Sul é um dos Estados focos da companhia.
Por quê?
Porque tem demanda. É um mercado de talvez umas 200, 300 máquinas por ano. É importante. Agora, por que é 4% (de área irrigada na soja)? Acho que é só uma questão de expansão e dinheiro, de certa forma. Porque esbarra muito no financiamento. O cliente do Rio Grande do Sul é bem focado em financiamento, raramente vendemos sem. Diferentemente de outros Estados. Por quê? É um cliente que vem sofrendo.






