
O resultado da receita gerada pela venda de máquinas e equipamentos agrícolas no Brasil no 1º trimestre reforçam a perspectiva de um ano de retração nos negócios. De janeiro a março, houve uma queda de 16,4%, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq) nesta quarta-feira (29) na 31ª Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). A entidade projeta uma redução de 8% para o resultado do ano.
— Com as variáveis que você tem em visão hoje, a chance de inverter essa queda é pouco provável. A não ser que tenha uma mudança muito grande em preço ou câmbio — respondeu Pedro Estevão presidente da Câmara de Máquinas Agricolas da Abimaq, à coluna, sobre a possibilidade de alteração no panorama.
O desempenho retratado pelos números é reflexo de uma combinação de fatores. O dólar desvalorizado, que afeta a renda dos produtores, é um deles, explica Estevão. Porque 60% do mercado de máquinas é direcionado às culturas de soja e milho, suscetíveis à variação cambial. Outro é o crédito caro, em razão elevada taxa de juros, que encarece e deixa o crédito mais seletivo. Sobre o de maior preponderância no momento atual, o dirigente afirma:
— É a taxa de câmbio, porque diminui muito a rentabilidade do agricultor,é a variável mais forte.
*A coluna viajou a convite do pool de imprensa organizado pela Agrishow





