
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Além dos vulcões, da cultura dos Maori e de servir de cenário para a trilogia O Senhor dos Anéis, a Nova Zelândia é conhecida pelo agronegócio. Não por acaso, um grupo gaúcho desembarcou no país do Pacífico nesta semana em busca de modelos que possam ser traduzidos para a realidade do sul do Brasil.
— A Nova Zelândia é referência quando se fala em agro, principalmente para o Rio Grande do Sul, porque estamos na mesma latitude. Muitas das tecnologias desenvolvidas podem ser adaptadas para o nosso sistema produtivo — explica o professor Ricardo Oiagen, coordenador do Grupo de Trabalho da Pecuária do Amanhã (GTPA) da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), que lidera a missão técnica.
A iniciativa nasceu há cerca de uma década como projeto de extensão do campus de Uruguaiana da Unipampa, com foco na troca de experiências para elevar produtividade e rentabilidade na pecuária da Fronteira Oeste. Desde então, viagens se tornaram parte da estratégia. Nesta edição, iniciada na segunda-feira (20) e marcada até 5 de maio, participam 22 integrantes, entre professores, estudantes e produtores rurais.
O roteiro inclui 10 cidades, como Auckland e Hamilton, e prevê visitas a propriedades rurais, empresas do setor — incluindo uma líder na produção de kiwi — e instituições de ensino e pesquisa, como a Universidade de Lincoln, referência em estudos sobre pastagens em regiões de clima seco.
— Eles se destacam especialmente na pecuária leiteira, mas há muito a aprender também em forrageiras, ovinocultura, pecuária de corte e inovação tecnológica. Existe um ecossistema muito desenvolvido em torno dessas áreas — detalha Oiagen.




