
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Ficou marcado para o próximo dia 5 o primeiro leilão público de arroz colhido nesta safra 2025/2026. A operação, organizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), será na modalidade Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro). Na prática, a política garante que o agricultor receba, ao menos, o valor mínimo estabelecido pelo governo federal — hoje em R$ 63,74 por saca de 50 quilos. E a Conab garante o escoamento da produção. No mercado, no entanto, as cotações seguem pressionadas. Na última sexta-feira (24), o indicador do Cepea, da Esalq-USP, apontava o produto a R$ 62,62.
O leilão começa às 9h, pelo sistema eletrônico da própria companhia, e deveverá adquirir 350,75 mil toneladas de arroz. Do total ofertado, 302,45 mil toneladas deve vir do Rio Grande do Sul, responsável por cerca de 70% da produção nacional.
A operação será dividida em duas etapas. Na primeira, 30% do volume será reservado à agricultura familiar e suas cooperativas. Na sequência, ocorre o leilão de ampla concorrência, aberto a todos os produtores habilitados.
Com orçamento de até R$ 70 milhões, a iniciativa faz parte de um conjunto de ações que vêm sendo adotadas desde o ano passado para conter a queda nos preços. Em um intervalo de 12 meses, as cotações chegaram a recuar pela metade, pressionadas pelo aumento da oferta no mercado interno. Nesse cenário, o Pepro volta a cumprir um papel central: equilibrar o mercado e garantir uma remuneração mínima ao produtor.




