
Na fatura que a guerra vem cobrando da atividade produtiva, a cultura do arroz é a que sofre o maior impacto. É o que mostra levantamento feito pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) sobre os custos adicionais trazidos pela alta do diesel à safra gaúcha.
Considerando o valor médio de R$ 7,43 o litro (em 03/04), a despesa adicional pode chegar a R$ 612,2 milhões, somando soja, milho, arroz e trigo. Pelo dado mais recente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o litro está cotado a R$ 7,23, uma alta de 21% em relação a fevereiro.
Com uma operação mecânica mais complexa, o arroz é o produto que contabiliza o maior efeito por hectare (com o diesel a R$ 7,43): R$ 185,72.
— Estamos falando de uma cultura irrigada, que tem um consumo maior de combustível — explica Antônio da Luz, economista-chefe da Farsul.
Na soja, o custo adicional por hectare fica em R$ 48,74 (confira quadro abaixo). O economista chama a atenção para os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março, que registrou alta de 0,88%. Todos os segmentos em que há uso intensivo de combustível registraram aumentos importantes, pontua:
— O aumento no preço de combustíveis tem um impacto em cadeia. Se a guerra não acabar, e o petróleo, não ceder, os alimentos vão continuar ficando mais caros.
O custo para cada cultura
- Arroz: o impacto adicional é de R$ 185,72 por hectare ou 2,02 sacas a mais por hectare
- Milho: o custo extra é de E$ 69,01 ou 1,21 sacas por hectare, o segundo maior impacto nessa comparação
- Soja: despesa majorada em R$ 48,74 ou 0,41 sacas por hectare
- Trigo: acréscimo de R$ 43,68 ou 0,73 sacas por hectare
- O valor médio do litro considerado é o de 03/04: R$ 7,43
Fonte: Assessoria Econômica da Farsul



