
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
É com "roupa" nova que as maçãs da Rasip Agro chegam, nos próximos dias, às gôndolas dos supermercados gaúchos. Braço da RAR Agro & Indústria, a empresa de Vacaria, nos Campos de Cima da Serra, começou a substituir o plástico convencional de suas embalagens por um material biodegradável. A mudança será incorporada gradualmente a todas as frutas que são embaladas pela empresa. Neste ano, entre 10% e 15% das 60 mil toneladas produzidas devem ser comercializadas em sacolas — o resto é vendido a granel.
— As empresas da família Randon já têm como princípio atuar na lógica do ESG. Em uma das reuniões, o conselho de administração trouxe a demanda por buscar alternativas ao plástico — contextualiza o CEO da RAR, Ângelo Sartor.
Na prática, a inovação ocorre com a adição de um “ingrediente” à fórmula das embalagens: o P-Life, aditivo que acelera o processo de decomposição. Se antes o material levava cerca de 30 anos para se degradar, agora esse tempo cai para aproximadamente dois anos. Embora o custo de produção tenha aumentado, a empresa afirma que, ao menos por ora, a diferença não será repassada ao consumidor.
— Esperamos que os consumidores percebam valor nessa mudança. É um trabalho de longo prazo — afirma Sartor.
Tanto é que a empresa já tem planos de expansão. Até 2029, com a aquisição de dois novos equipamentos e um novo prédio, a perspectiva é de que a capacidade de embalagem chegue a 20% da produção.




