
Com um terreno trilhado de desafios comuns, as fabricantes de máquinas e implementos agrícolas revisaram as expectativas para 2026: retração de 5% na projeção da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e de 8% na da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). O que não quer dizer que estejam com o freio de mão puxado. Pelo contrário, as estratégias colocadas na vitrine da 31ª Agrishow embasam parte do otimismo com os resultados da feira que ocorre em Ribeirão Preto (SP).
— Preço de commodity, taxa de juro alta, custos de insumos, acesso ao crédito restrito. Isso tudo foi um viés que levou a uma revisão do tamanho do mercado. É um contexto igual para todo mundo — observa Paulo Arabian, vice/presidente comercial CNA da América Latina.
As estratégias para contornar essa curva de dificuldade têm pontos em comum. A aposta em ferramentas tecnológicas que garantam redução das despesas, otimizando rendimentos, é uma delas. Feita com a ajuda de recursos para a aplicação seletiva de produtos.
Estela Dias, gerente de marketing da América Latina da John Deere, reforça que o objetivo é “tornar as operações mais produtiva e previsíveis”.
Com três fábricas no Rio Grande do Sul, a marca falou ainda sobre o papel do banco de fábrica em um contexto como o de crédito restrito. Sérgio Moreira, diretor do Banco John Deere, entende que as concessionárias trazem proximidade com o produtor e esse conhecimento permite “viabilizar o melhor crédito”.
Outro mecanismo que tem ganhado espaço nesse momento de dificuldade para investimento é o do consórcio. A Massey Ferguson, que também tem três fábricas no Estado, contabilizou uma alta de 15% neste ano na procura e 21% em 2025. Há ainda os bancos parceiros para a concessão de crédito.
— Sabemos que é cíclico (o contexto atual). É o momento chave para que a gente como indústria ajude o produtor — pontuou Rodrigo Junqueira, vice-presidente da Massey Ferguson na América Latina.
Diretor comercial da Fendt, Rafael Antônio reforça que é nesses momentos que “a tecnologia faz mais diferença”:
— Porque essa essa tecnologia difere o custo de produção desses agricultores. Consegue fazer com que produzam mais mesmo em condições desafiadoras.
*A coluna viajou a convite do pool de imprensa organizado pela Agrishow






