
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Em direções opostas, os setores de arroz e de soja redesenharam o mapa das exportações gaúchas no início deste ano, mostra relatório da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), divulgado na segunda-feira (13). Enquanto os embarques com o cereal tiveram a maior alta no primeiro trimestre, de 137%, alcançando 529,4 mil toneladas, os da oleaginosa registraram a maior retração, com queda de 78% e 131,5 mil toneladas exportadas.
Para Renan Hein dos Santos, assessor de Relações Internacionais da Farsul, no caso do arroz, é um cenário bastante positivo:
— Dada a situação do mercado interno, o aumento do volume exportado é muito positivo.
Entidades como a Farsul defendiam o aumento das exportações como medida para conter a cotação em queda do cereal no mercado interno brasileiro. No ano passado, o preço da saca de 50 quilos chegou a despencar 50%.
— Também houve recuperação das vendas aos Estados Unidos, mercado estratégico para o arroz beneficiado brasileiro, especialmente o polido, de maior valor agregado — observa a gerente de exportação da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), Beatriz Sartori.
Já no caso da soja, o cenário é efeito dos problemas climáticos dos últimos anos, continua Santos, da Farsul:
— O estoque de passagem já estava baixo em razão da estiagem e a colheita atrasou. Houve, então, pouco produto para exportar nesse período.





