Entre as 224 agroindústrias familiares que estão na 26ª Expodireto Cotrijal, multiplicam-se histórias de empreendedorismo, superação, inovação e continuidade. É o caso da família Auler-Bini, de Não-Me-Toque, que encontrou na produção de embutidos, mais do que renda, o caminho da sucessão.
As filhas do casal Solange e Vanderlei Bini hoje já colocam a mão na massa da produção da agroindústria familiar. Jéssica e Eduarda Auler Bini se preparam na escola agrícola, mas fizeram questão de voltar para casa e comandam a marca Auler, de queijos.
— A gente já gostava de trabalhar com isso. Decidimos voltar para continuar a produção — conta Eduarda.
Solange lembra que o negócio começou quando percebeu que seria necessário ir além da produção de leite e grãos para agregar valor. Ela e o marido decidiram começar a participar da feira do produtor. Entre os itens levados estavam salames produzidos com carne suína de um animal que a família criava para consumo doméstico.
— Levamos e vendeu tudo em uma feira só. Chegamos em casa sem nada — conta.
Na semana seguinte, começaram a pedir pelo produto. E assim nasceu agroindústria. Com a venda do salame, começaram a vir pedidos de indicação de onde comprar queijo de qualidade. Mais uma vez, Solange entendeu que se tratava de uma oportunidade. E deu os primeiros passos para a produção de queijo Auler, nome da família materna, há quatro gerações na propriedade.





