
A pressão para que se aumente o percentual de biodiesel ao diesel, em meio à crise de abastecimento, foi reforçada nos discursos de lançamento da Fenasoja 2026, em Porto Alegre, nesta segunda-feira (23). O reflexo do conflito no Oriente Médio é mais um entrave no caminho da produção e no escoamento do grão. Indústrias de biocombustíveis têm buscado que o governo antecipe o cronograma para os testes.
— Essa questão de desabastecimento é muito importante. Acho que devemos fazer a B17 (17% de biodiesel adicionado ao diesel) ainda neste ano — enfatizou o vice-governador Gabriel Souza.
Ele acrescentou que o Rio Grande do Sul tem hoje 10 plantas para processamento de biocombustível. O aumento do percentual de biodiesel na mistura do diesel serviria para diluir custos e ampliar oferta neste momento de escassez de combustível. O governo federal tem dito que só fará a ampliação mediante a realização de testes.
Presidente da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), Jerônimo Goergen explica a indústria busca antecipar o cronograma da testagem. E que estaria disposta a bancar custos – pela União, depende de orçamento. A sinalização, conforme o dirigente, é de que o governo já teria seis bancadas para a realização das análises. Com oito, já seria possível dar início aos trabalhos.
— Queremos ter previsibilidade — reforça Goergen.
Anderson Mantei, prefeito de Santa Rosa, berço nacional da soja e palco Fenasoja, diz que o próprio município reduziu de máquinas e equipamentos em razão da restrição de diesel.



