
Com a publicação da portaria de autorização no Diário Oficial da União nesta terça-feira (24), a nova rodada de leilões de arroz está mais perto de sair. A projeção é de que seja em abril. A medida havia sido anunciada no final de fevereiro na abertura oficial da colheita e prevê o aporte de R$ 70 milhões para a aquisição do cereal.
O objetivo é garantir o escoamento e o preço mínimo estabelecido pelo governo federal para o produto. Para isso, serão utilizadas duas ferramentas: o Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e Prêmio Para Escoamento de Produto (PEP). As operações serão conduzidas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que fará a publicação dos avisos, após receber as diretrizes do Ministério da Agricultura.
Cerca de 300 mil toneladas devem negociadas com o recurso disponibilizado nessa etapa. O Rio Grande do Sul, em plena colheita, é o maior produtor nacional de arroz, respondendo por cerca de 70% do volume total do país.
As ações buscam equilibrar o mercado depois de uma queda acentuada de preços recebidos pelo produtor. Embora o momento registre uma reação (com uma alta de 8,07% acumulada em março), a média das cotações do mês estão 29,7% abaixo do ano passado. Os R$ 57,69 também seguem abaixo do mínimo determinado pelo governo, que é de R$ 63,74.




