
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Pode-se dizer que a safra de uva deste ano é dos espumantes para a vinícola Casa Perini, em Farroupilha. A colheita ainda não terminou nos vinhedos da empresa, mas o clima já é de expectativa com relação às borbulhas que serão engarrafadas. Hoje, metade da receita da vinícola vem desse segmento.
É que, de acordo com Franco Perini, presidente do conselho de administração, os primeiros lotes colhidos têm indicado um ciclo marcado por equilíbrio natural entre açúcar e acidez da fruta. Combinação, segundo ele, “essencial” para a elaboração de espumantes “elegantes".
— A amplitude térmica que estamos vivendo, com noites frescas e dias quentes, tem ajudado bastante na definição do ponto ideal de colheita — acrescenta Perini.
Esse contraste de temperaturas, cada vez mais frequente na Serra, favorece a preservação dos aromas e da acidez natural das uvas, dois elementos fundamentais para a base dos espumantes.
Além disso, segundo Perini, a busca pelo ponto ideal de colheita tem sido decisiva nesta safra. Nem sempre a uva mais madura é a mais indicada para espumantes — muitas vezes, o segredo está justamente na precocidade.
— Para elaborar grandes espumantes, precisamos de uvas com acidez natural e frescor. Em alguns casos, colhemos antes do ponto de maturação completa para preservar essas características — explica.
Além da qualidade, 2026 pode entrar para a história também pela quantidade. Embora a empresa prefira não divulgar estimativas de volume neste momento, os vinhedos indicam produtividade acima do esperado.
— Tudo indica que teremos uma das maiores colheitas da história da vinícola — adianta.





