
Com equipes ainda em campo e um trabalho que só deve ser finalizado às vésperas da divulgação dos dados atualizados da safra gaúcha, a Emater traz no levantamento semanal algumas pistas do momento atual. Regiões que concentram as maiores áreas de soja tiveram uma recuperação parcial de lavouras com restrição hídrica mais intensa a partir da chuva que caiu na última semana.
Em outras áreas, no entanto, a umidade ficou aquém da necessidade.
Um mosaico de condições que, de forma geral, deve se repetir no Estado. Estimativas parciais de produtividade apontam uma grande variabilidade. Na região de Passo Fundo, por exemplo, o raio X semanal da Emater aponta que a chuva interrompeu a progressão das perdas. Cenário semelhante ao verificado em Frederico Westphalen.
Já na regional de Santa Rosa, os percentuais de redução sobre o que se esperava colher no início do ciclo variam entre 15% e 50%, um de um longo período de restrições hídricas. Na Serra, o município de Muitos Capões projeta um encolhimento entre 30% e 40% sobre a expectativa inicial do ciclo.
São recortes pontuais que dão uma ideia do que deve se desenhar como uma grande colcha de retalhos de resultados no Rio Grande do Sul em relação à principal cultura da estação.
Na próxima terça-feira (10), em meio à programação da 26ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, será divulgada a atualização dos números da safra de verão no RS. No levantamento inicial, apontava-se para uma colheita de soja de 21,44 milhões de toneladas, marca que já se sabe não será possível atingir.





