
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Em um ambiente historicamente dominado por homens, a liderança feminina também ganhou espaço entre os debates sobre inovação, tecnologia e mercado na 26ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque. O tema veio à tona a partir de uma convidada de fora do universo do agro: a diretora de marketing da plataforma de financiamento coletivo Vakinha, Bárbara Zarpelon.
Convidada pelo Sistema Ocergs para participar de um encontro do comitê Elas pelo Coop RS — iniciativa que incentiva a presença feminina em cargos de liderança nas cooperativas —, a executiva trouxe números que ajudam a dimensionar o desafio. Hoje, apenas 37% dos postos de liderança no mercado são ocupados por mulheres e, mantido o ritmo atual, a paridade deve ser alcançada apenas por volta de 2051.
No cooperativismo gaúcho, o contraste também aparece. Embora as mulheres já representem 51% dos associados, elas ocupam cerca de 17% das posições de liderança.
Apesar disso, o ambiente do agro surpreendeu positivamente a executiva:
— O que mais me chamou atenção foi a intencionalidade dessas mulheres. Não é um movimento simbólico. Existe organização, metas e indicadores claros para ampliar a participação feminina.

Criado há dois anos dentro da própria Expodireto Cotrijal, o grupo celebrou na feira a formatura da primeira turma da trilha de formação. Ao todo, 54 mulheres concluíram 80 horas de capacitação on-line voltadas a autodesenvolvimento, liderança e cooperativismo.
O encontro também marcou o lançamento de uma nova turma do programa, com outras 31 participantes iniciando a jornada.





