
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
A escolha de flores para as homenagens do Dia Internacional da Mulher, no próximo domingo (8), já faz da data a terceira mais importante no calendário do setor — respondendo por 8% do total comercializado. E, neste ano, as vendas devem crescer até 6% na comparação com 2025, segundo projeção do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), mesmo com os preços mais caros de algumas variedades.
No Rio Grande do Sul, a expectativa da Associação Riograndense de Floricultura (Aflori) é, ao menos, repetir o desempenho de 2025, quando a data também registrou avanço na comercialização.
— É uma data em que as vendas vêm crescendo a cada ano. Logo será a segunda mais importante no nosso calendário do setor (atrás do Dia dos Namorados) — projeta Walter Winge, presidente da Aflori.
Para o dirigente, o movimento está ligado tanto à valorização crescente da mulher quanto à ampliação do número de pessoas homenageadas na data — de mães e esposas a colegas de trabalho e amigas.
No entreposto das Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa/RS), o preço da rosa vermelha, carro-chefe das vendas no período, se manteve estável em relação ao ano passado: o molho com 20 unidades custa R$ 59. Outras flores bastante procuradas, no entanto, registraram alta. A begônia chega a R$ 25 a unidade, aumento de 38,9%, enquanto o vaso de orquídea subiu 66,7% e alcançou R$ 75 no complexo. A astromélia também encareceu — o molho custa agora R$ 38, avanço de 31%. Em compensação, o vaso de girassol ficou mais barato e caiu 44%, sendo vendido por cerca de R$ 20.
Para o complexo, as flores vêm de São Paulo, de municípios como Santo Antônio de Posse, Atibaia e Holambra, e do Rio Grande do Sul, de Santa Clara do Sul.


