
É sempre com otimismo que o presidente da Expodireto Cotrijal, Nei Césa Mânica, abre oficialmente a feira, realizada em Não-Me-Toque, no norte do Estado. Não será diferente nesta que será a 26ª edição. O primeiro dia costuma ser marcado pela presença de autoridades municipais, estaduais, federais — e até representantes internacionais — em razão da cerimônia.
Cena que deve se repetir neste ano, com algumas ausências. Não havia a confirmação, até a tarde de sábado (7), da presença de ministros. E o governador do Estado, Eduardo Leite, que cumpre agenda em São Paulo, tem previsão de ida à Expodireto na terça-feira (1). Na ocasião, deve apresentar uma pauta de mobilização de apoio ao agro que será levada a Brasília.
No ato de abertura da feira, o Piratini será representado pelo vice-governador, Gabriel Souza.
Distante milhares e milhares de quilômetros do município gaúcho, a guerra no Oriente Médio também vai aparecer nos discursos e debates. O conflito adiciona preocupação a um já complexo cenário vivido pelo produtor rural gaúcho.
Em nota técnica, a Federação da Agricultura do Estado (Farsul) enumera as consequências que já incidem sobre o setor. Como, por exemplo, a alta no preço da ureia granular, FOB Oriente Médio, de 35% entre 20 de fevereiro e 05 de março.
Para além do calor, há temor com relação à disponibilidade, visto que 41% da ureia importada pelo Brasil em 2025 passou pelo Estreito de Ormuz.
Há impacto ainda observado nas exportações. O milho produzido no Brasil teve no Irã o principal destino em 2025.
Soma-se a esse cenário externo, o histórico recente dentro de casa, com sequência de problemas climáticos e endividamento. Todos temas que estarão na pauta da feira.
— Vamos discutir muito irrigação, seguro agrícola. O tom é retomar o otimismo no RS, com expositores, empresas, buscar a atualização dos produtores — afirma Nei Césa Mânica.




