
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
O Chile abriu mais espaço na cesta de compras e, em fevereiro, virou o principal destino dos ovos brasileiros. A demanda do país andino ajudou, inclusive, a puxar o crescimento das exportações da proteína, que avançaram 16,3% em volume na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que o Brasil embarcou 2,9 mil toneladas de ovos no mês, entre produtos in natura e processados. Desse total, 767 toneladas seguiram para o mercado chileno, um salto de 156,8%. Para o Chile, 86,2 toneladas enviadas saíram do Rio Grande do Sul.
Em valor, o desempenho dos embarques foi ainda mais expressivo. As vendas externas totais somaram US$ 6,1 milhões em fevereiro, alta de 25,1% frente ao mesmo período de 2025.
A explicação tem a ver com o reforço de apetite de um mercado já "tradicional", afirma o gerente-executivo de mercados da ABPA, Estevão Carvalho.
Além do mercado chileno, outros destinos seguem sustentando o avanço das exportações brasileiras. Japão, Emirados Árabes Unidos e México aparecem entre os principais compradores da proteína neste início de ano.
No acumulado do primeiro bimestre, o Brasil já exportou 6 mil toneladas de ovos, crescimento de 23,4% frente ao mesmo período de 2025. Em receita, o avanço chega a 37,9%, com US$ 12,5 milhões em vendas externas.




