
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
No setor de flores, as mulheres não estão apenas entre as homenageadas. Também são protagonistas do cultivo e da venda. Estudos do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), realizados em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), mostram que mais da metade dos empregos da cadeia produtiva, que envolve do campo às floriculturas, é ocupada por mulheres.
Hoje, a floricultura é o segmento do agronegócio que mais emprega mulheres no país: cerca de 56% da força de trabalho, índice que ultrapassa 60% em algumas regiões. Intensiva em mão de obra e presente em diferentes elos do setor, a atividade criou um ambiente naturalmente favorável à presença feminina, ainda conforme o estudo.
O protagonismo também se explica pela própria natureza do setor, que combina técnica, sensibilidade, inovação e relações humanas próximas, de acordo com a publicação. Para Raquel Steltenpool, produtora de flores e diretora de mercado do Ibraflor, o Dia Internacional da Mulher não é relevante apenas por representar cerca de 8% das vendas anuais da floricultura brasileira, mas também por evidenciar a força feminina dentro da atividade:
— Além de gerar empregos, o setor permite que muitas mulheres conquistem autonomia financeira, fortaleçam a permanência das famílias no campo e assumam papéis estratégicos dentro e fora da porteira.
Alipas, para a data neste ano, a entidade projeta crescimento de 5% a 6% nas vendas no período em relação a 2025.




