
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Mesmo sob o impacto do tarifaço, a indústria brasileira do tabaco contrariou o cenário adverso e bateu uma marca histórica em 2025. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, divulgados pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco), mostram que o ano registrou o maior valor já obtido com exportações da folha: quase US$ 3,4 bilhões, alta de 13,8% em relação a 2024. O resultado supera, inclusive, o antigo recorde de 2012, quando as vendas externas haviam alcançado quase US$ 3,3 bilhões.
O crescimento da receita foi impulsionado, principalmente, pelo forte aumento do volume embarcado. O Brasil exportou 561 mil toneladas de tabaco para 121 países — um salto de 23,2% frente às 455,2 mil toneladas do ano anterior. E a explicação começa na lavoura. A safra 2024/2025 alcançou 720 mil toneladas, segundo a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), bem acima das 508 mil toneladas do ciclo anterior.
No mapa das vendas, a Europa manteve a liderança, concentrando 41% do valor exportado. O mercado europeu, inclusive, junto com a Indonésia, ampliaram compras de forma expressiva. Já os Estados Unidos reduziram participação: passaram de 9% em 2024 para 6% em 2025. Uma retração, mas sem peso suficiente para alterar o quadro geral.


