
A demanda asiática tem ajudado a reforçar o prato das exportações de carne suína do Brasil. É desse continente que vêm três dos quatro maiores compradores da proteína, com as Filipinas consolidado a liderança. Em fevereiro, o país importou 40,9 mil toneladas, o que representa 33,5% de tudo o que foi embarcado, apontam dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
O volume também é 77,4% maior do que o comprado pelos filipinos em igual mês do ano passado. Na segunda posição vem o Japão, que comprou 12,1 mil toneladas (+34,8%) e a China, com 11,1 mil toneladas (queda de 43%).
As Filipinas desbancaram a China do posto de maior importador da carne suína em 2024, mantiveram a liderança em 2025 e seguem na ponteira neste início de 2026. O reforço nas compras da proteína brasileira veio em razão de surtos de peste suína africana.
Ao todo, o Brasil exportou, em fevereiro, 114,4 mil toneladas, 6,7% a mais do que no mesmo mês de 2025. No primeiro bimestre, os embarques cresceram 8,1% em volume e 8,5% em receita. Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o avanço nos mercados filipino e japonês reflete confiança, regularidade e competitividade da proteína brasileira.
A liderança é puxada pela Ásia, mas outros mercados têm aparecido no mapa como importantes destinos da carne suína do Brasil. É o caso do Chile, que foi em fevereiro o quarto maior comprador.
— A diversificação de destinos tem ampliado a segurança da pauta exportadora, reduzindo a dependência de mercados específicos e abrindo novas oportunidades comerciais — reforçou Santin.
No frango, a China voltou ao topo
Ausente em boa parte do ano de 2025 em razão do embargo após foco de gripe aviária no Rio Grande do Sul, a China voltou a liderar as compras da carne de frango do Brasil em fevereiro deste ano.
— Vimos em fevereiro a consolidação da retomada dos embarques para a China, nos mesmos patamares anteriormente praticados para este destino, comportamento também observado nas exportações para a União Europeia — avalia o presidente de ABPA.
Segundo principal destino, os Emirados Árabes Unidos estão agora na rota do conflito no Oriente Médio, o que pode impactar os embarques.




