
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Na semana em que o Rio Grande do Sul dá a largada na colheita da soja, novos números ajudam a dimensionar o tamanho da safra que está nas lavouras. Atualizações divulgadas pela Emater e, agora, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reforçam a perspectiva de uma produção menor do que a esperada no início do ciclo.
A estimativa da Emater, apresentada durante a 26ª Expodireto Cotrijal, apontou uma queda de 11,3% em relação à projeção inicial, levando a safra para cerca de 19 milhões de toneladas. Já a Conab, em levantamento divulgado nesta sexta-feira (13), projeta um recuo ainda maior: 13,9%, com produção de 18,9 milhões de toneladas.
A área plantada foi mantida pela Conab em 6,8 milhões de hectares — redução de 3,7% frente ao ciclo anterior. A produtividade média, por sua vez, mostra recuperação em relação ao ano passado, fortemente marcado pela estiagem, e é estimada em 2.769 quilos por hectare, avanço de 18,2%.
Mesmo assim, o clima voltou a cobrar seu preço. Chuvas irregulares desde janeiro e temperaturas elevadas em fases críticas da cultura provocaram abortamento de flores e vagens, além de reduzir o peso dos grãos, o que levou aos ajustes nas projeções de rendimento.
No campo, as colheitadeiras começam a entrar nas lavouras: segundo o informativo conjuntural da Emater desta semanaAS, cerca de 1% dos 6,8 milhões de hectares de soja já foi colhido no Estado.



