
Presente na Expodireto Cotrijal desde 2012, a Nigéria pretendia reforçar a sua delegação para a 26ª edição da feira realizada em Não-Me-Toque, no norte do Rio Grande do Sul. Mais de 50 pessoas estavam programadas para a comitiva, mas por conta dos efeitos logísticos da Guerra no Oriente Médio foi preciso refazer a rota. Segundo Farouk Rabiu Mudi, presidente da Associação dos Produtores da Nigéria (Afan, na sigla em inglês), em torno de 20 conseguiram fazer a jornada até o Estado.
Assim como os nigerianos, representantes de outros países também tiveram de ajustar o itinerário, que acabou ficando mais longo ou mais caro. Isso em razão do hub de Dubai, por onde passam muitos voos, ter sido afetado pelo conflito.
Por meio de instituições e representações publicadas e privadas, a Nigéria busca no território gaúcho (e brasileiro) o intercâmbio de tecnologia e conhecimento para melhorar a produção local e depender menos da importação.
— Somos parecidos com o Brasil. E temos visto a forma como se destaca na agricultura. Nos perguntamos como, por quê? Então precisamos de parceria — explica Mudi.
Nesta sexta (13), representantes da Universidade de Abuja, capital nigeriana, assinam um termo de cooperação com instituições de ensino para a troca de experiências e intercâmbios.
— Temos uma faculdade de Agronomia que está crescendo, fazendo vários acordos com agências do governo e precisamos expandir fronteiras. Nossa localização no centro do país nos coloca em vantagem — explica o professor Hakem B. Fawehinmi.




