
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Para quem achava que o verão das feiras da agricultura familiar já tinha encerrado, o calendário reservou uma surpresa ao litoral gaúcho. Em Rio Grande, no sul do Estado, uma nova vitrine para o campo estreia em plena alta temporada: começou nesta terça-feira (3) a 1ª Feira da Agricultura Familiar, instalada na Avenida Atlântica, ao lado da Estação Verão Sesc, no Balneário Cassino. A programação segue até quinta-feira da semana que vem (12), sempre das 15h às 23h, integrando a Expocassino 2026.
São 30 estandes reunindo produções de diferentes municípios gaúchos — muitas delas já reconhecidas com premiações em nível estadual e nacional. O cardápio é diverso: vai da pimenta agridoce à cachaça artesanal, passando por licores criativos, como o de caramelo salgado, que chamam a atenção do público.
A realização é do Sindicato Rural em parceria com a Associação das Agroindústrias Familiares do Sul do Rio Grande do Sul (AAFASUL). A aposta segue a mesma desde Arroio do Sal, quando começou o calendário de feiras no litoral: levar o produtor até onde o consumidor está, aproveitando o fluxo intenso de veranistas.
E os números tem mostrado que a fórmula funciona. As feiras já realizadas nesta temporada tiveram desempenho expressivo em vendas. Em Torres, evento encerrado na última segunda-feira (2), 55 agroindústrias faturaram R$ 627,4 mil, alta de 4,6%. Em Capão da Canoa, 59 empreendimentos somaram R$ 703,5 mil, crescimento de 11% em relação à edição anterior. Já em Arroio do Meio, 18 agroindústrias alcançaram R$ 63,3 mil em comercialização.
— Queremos que essa estratégia, de levar as agroindústrias familiares para onde elas estão, se repita no verão que vem — afirma Romano Scapin, diretor-geral da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, qu. Segundo ele, a expectativa é clara: que cada edição consiga, ao menos, triplicar o valor investido, garantindo retorno direto para o bolso do produtor.






