
Há um recorde em potencial brotando das nogueiras do Rio Grande do Sul (e, consequentemente, do Brasil). Depois de dois anos mais complicados por conta do excesso de umidade, a safra de noz pecan pode alcançar uma nova marca em 2026, com 7 mil toneladas.
A projeção é do Instituo Brasileiro de Pecanicultura (IbPecan), que coloca a safra deste ano em um intervalo entre 6,5 mil e 7 mil toneladas. A confirmação do resultado virá com a colheita. No Estado, que responde por quase 90% da produção nacional, os trabalhos começam a partir de segunda quinzena de abril e se estendem até o início de junho. E o que fez a diferença nesse ciclo? Justamente o que atrapalhou nos dois anteriores: o clima.
— Tivemos um inverno bem acentuado no Rio Grande do Sul (em 2025), com números de horas de frio bem importantes para a nogueira pecan. Isso, junto com uma primavera bem interessante na parte da floração, ajuda a fazer uma safra grande. As chuvas vieram no momento certo e, como tivemos dois anos de colheita mais fraca, a nogueira também se autopreserva para fazer uma safra alta em um outro ano — explica Claiton Wallauer, presidente do IbPecan.
A safra de 2023 ficou próxima das sete mil toneladas. Depois, vieram as colheitas de 2024 e 2025, com impacto da enchente e do pós cheia:
— Foram dois anos que as nogueiras precisavam se recompor para fazer uma nova safra alta — completa Wallauer.
No RS, a produção da noz pecan está espalhada em áreas como a Serra, o Planalto, o Sul e o oeste, mas as maiores áreas estão na Depressão Central, entre os rios Jacuí e Taquari. Originária da região do Mississippi, no sul dos Estados Unidos, a variedade se "deu bem" no Rio Grande do Sul (e nos demais Estados do Sul).
— Está indo super bem a condução. Há um consumo ainda muito grande a ser explorado dentro do mercado nacional. E é um produto que já tem uma cultura de consumo no Exterior muito grande já. O mundo inteiro consome a nossa pecan.




