
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Mais doce para quem planta e para quem consome. Assim pode ser resumida a safra de abacaxi deste ano em Terra de Areia, no Litoral Norte. Maior produtor da fruta no Rio Grande do Sul, o município deve colher cerca de oito milhões de unidades, segundo estimativa da Emater. Um desempenho que coloca 2026 como uma das melhores safras dos últimos anos. Na última safra, foram colhidas 6 milhões de unidades.
— É, sem dúvida, uma das melhores colheitas recentes — resume Wolnei Fenner, extensionista rural da Emater em Terra de Areia.
A explicação para o bom resultado vem do clima. As condições dos últimos meses favoreceram o desenvolvimento e deram ao abacaxi exatamente o que ele "pede". No município, são 130 hectares de lavouras, conduzidas por 120 famílias, além de trabalhadores que atuam de forma indireta na cadeia produtiva.
— O clima entrou com o que a fruta quer: calor, sol e chuva. Afinal, é uma cultura típica de clima tropical — explica Micael Machado, extensionista rural da Emater em Três Cachoeiras.
O inverno mais prolongado até atrasou o início da colheita, que costuma se concentrar entre dezembro e fevereiro, mas não comprometeu o desempenho da safra.
Depois de colhido, o abacaxi de Terra de Areia tem seguido caminhos diversos: é comercializado nas tendas à beira da estrada e na Ceasa, chegando também às prateleiras de grandes mercados em Porto Alegre. O produtor tem recebido entre R$ 2 e R$ 10 a unidade, valores considerados positivos graças à qualidade da fruta, explica Machado.

