
Para não perder o "saldo" dos R$ 12 bilhões anunciados em linha do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) para a liquidação de passivo do crédito rural, entidades representativas do agro gaúcho se mobilizam junto ao governo federal. O argumento é de que essa "sobra" está longe de representar falta de demanda pelo financiamento. Pelo contrário. As dificuldades de acesso têm relação com o conjunto de exigências a serem cumpridas.
Uma primeira conversa foi realizada com a União para que não se perca o restante do dinheiro já orçamentado para linha de liquidação. Balanço do BNDES aponta que foram aprovados R$ 7,5 bilhões via Programa de Liquidação de Dívidas Rurais. Desse total, 92%, ou seja R$ 6,9 bilhões, foram para operações no Rio Grande do Sul.
A linha foi viabilizada por meio de medida provisória e expirou no último dia 10. Além dos recursos para o crédito subsidiado, havia também a possibilidade de liquidação por meio de linhas a taxa de juro livre.
Um balanço que foi compilado e apresentado pela Federação da Agricultura do Estado (Farsul) indicava que o montante contratado até 23 de janeiro era de R$ 6,3 bilhões, via BNDES, mas de R$ 30,8 bilhões com juro livre. Os número indicam, conforme a entidade, que há, sim, demanda.
Uma das mais representativas carteiras do crédito rural, o Banco do Brasil contabilizou a tomada de R$ 35,5 bilhões na renegociação, dos quais R$ 3,3 bilhões com taxa subsidiada, via BNDES, e R$ 32,2 bilhões a juros livres.






