
A um mês do início da Expodireto Cotrijal, quando a Emater apresenta levantamento atualizado da safra de verão no Rio Grande do Sul, o cenário é de preocupação. A falta de chuva, associada à onda intensa de calor, já afeta as projeções de início do ciclo em pontos do Estado — há áreas que contabilizam mais de 20 dias sem precipitações.
— Vinha chovendo muito bem, estava em um cenário fantástico de produtividade e produção, mas com essa falta de chuva nesses 25 dias, algumas regiões estão sofrendo razoavelmente bem — observou Nei César Mânica, presidente da Expodireto Cotrijal, na cerimônia de lançamento da feira, que ocorre de 09 a 13 de março.
No último levantamento semanal, a Emater destacou justamente " a heterogeneidade de desenvolvimento", "em função da irregularidade espacial e temporal das precipitações, associada às temperaturas elevadas". Dentro de uma mesma região ou município, há realidades distintas: "observam-se lavouras com adequado crescimento vegetativo e alto potencial produtivo, contrastando com áreas sob estresse hídrico".
— Realmente, temos essa preocupação, porque o produtor tem um endividamento grande, alongou, e, se não tiver renda para suportar o custo de produção deste ano, como é que vai pagar a conta? — acrescentou Mânica.
Com 46% das lavouras em floração e outros 27% na fase de enchimento de grão, quando se define a produtividade, não pode faltar água. A chuva precisar cair agora para amenizar, asseguram produtores.
Na projeção feita no início da safra, em setembro do ano passado, a expectativa era de uma colheita de soja de 21,44 milhões de toneladas, o que indicava alta de 57,14% sobre o ciclo anterior, marcado pela redução imposta pela estiagem.



