
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Bebidas vegetais podem ser chamadas de leite? O tema, que já percorre consultas públicas e propostas dentro do Ministério da Agricultura, voltou a ser debatido pelo setor em Brasília, nesta semana, durante reunião extraordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados.
Para o presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ronei Volpi, a ausência de regras claras abre margem para confusão no carrinho de compras. Quando um produto vegetal se apresenta com nome, aparência e comunicação semelhantes aos lácteos, o consumidor pode ser induzido ao erro.
Além disso, produtos de origem animal seguem regulamentos técnicos de identidade e qualidade, com padrões sobre composição, denominação e apresentação. Já no universo vegetal, a flexibilidade é maior, alega Volpi. O mercado plant-based usa expressões como “leite”, “queijo” e “iogurte” fora do contexto tradicional.
Ao final da reunião, houve consenso em torno da importância de avançar com o Projeto de Lei nº 10.556/2018, de autoria da senadora Tereza Cristina. A proposta proíbe o uso de termos lácteos em produtos vegetais e também veda alegações de saudabilidade ou sustentabilidade quando não houver comprovação técnica ou respaldo regulatório.



