
Os efeitos das altas temperaturas de verão podem ir parar na mesa dos gaúchos. É que o calor traz impactos potenciais na produção de uma das proteínas mais versáteis — e queridinha do mundo fitness: o ovo. Segundo a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), uma combinação de fatores traz a perspectiva de redução pontual de oferta.
Um desses ingredientes vem dos termômetros. O calor faz com que as aves comam menos, afetando diretamente a produção. Ainda há pouca climatização nos aviários de galinhas de postura (que colocam ovos).
— As aves comem menos, algumas ficam debilitadas pelo calor excessivo, e isso afeta a produtividade. Esse foi um dos fatores, no ano passado, que fez o preço subir — explica o presidente da Asgav, José Eduardo dos Santos.
No início de 2025, entrou na composição de alta de valores da proteína a ampliação exponencial das importações dos Estados Unidos (que enfrentavam uma redução na oferta do mercado interno em razão da gripe aviária) e o estado de alerta pós enchente e pós registro da doença de Newcastle.
Agora, soma-se ao fator temperatura, a retomada no consumo, após uma retração no período das festas, e o resultado é uma procura maior, com uma oferta que ter impacto do calor. A Asgav ressalta, no entanto, que o setor tem capacidade de atender tanto a demanda do mercado interno quanto a do externo e que não há risco de desabastecimento.



