
O horizonte segue sendo positivo para a safra de soja do Rio Grande do Sul. O 4º levantamento de safra divulgado nesta quinta-feira (15) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma colheita de 21,74 milhões de toneladas do grão.
Volume que, se confirmado, representa um crescimento de 30,8% em relação ao ciclo passado — que foi de perda acentuada em razão da estiagem, importante lembrar. Esse número, no entanto, é um pouco abaixo do projetado no 3º levantamento, que apontava 22,43 milhões de toneladas.
Na soma de todos os grãos, de inverno e verão, a produção 2025/2026 está projetada em 39,97 milhões de toneladas, alta de 11,3% sobre a safra anterior. Avanço que é puxado pela recuperação da safra de soja. O volume projetado agora se aproxima da estimativa da Emater, que é de 21,4 milhões de toneladas da oleaginosa.
Gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos explicou à coluna que pode ter havido dificuldade de custeio dos produtores, influenciando, portanto, na redução da área semeada com o grão.
— Nós utilizamos uma modelagem estatística que considera a série histórica, juntamente com a análise econômica e de mercado de cada cultura. Não é achismo. A agora com inferência a campo, temos esse levantamento um pouco mais preciso — acrescenta Vasconcellos.
No campo, as lavouras em desenvolvimento reforçam a perspectiva de, após hiato de quatro anos, uma boa colheita. Mas o histórico recente faz da cautela um "insumo" recomendado. Presidente da Associação de Produtores de Soja do RS (Aprosoja-RS), Ireneu Orth diz que a torcida é para que se confirme uma boa produção.
— Existem diferentes tipo de lavouras. Há áreas que sequer foram plantadas, outras com baixa tecnologia e as positivas — pondera o dirigente.
Ele lembra ainda que é preciso continuar chovendo bem por mais 70-80 dias.

