
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Aberta oficialmente na última semana, a temporada do camarão-rosa na Lagoa do Peixe começou com redes leves. Nas primeiras pescas, os pescadores têm capturado volumes entre 200 e 500 gramas por rede, segundo a Emater — bem abaixo do cerca de 1 quilo registrado no mesmo período do ano passado.
— Ainda mais por se tratar de início de temporada — observa Sarah Fiorelli, extensionista da Emater de Tavares, onde está localizada a lagoa.
Ainda assim, o monitoramento realizado pelos próprios pescadores indica perspectivas positivas para a safra, que, normalmente, dura até meados de maio.
— Os pescadores dizem que tem a ver com a cheia deste verão. Em função da maré e do vento, o camarão pode estar mais "enterrado" — acrescentou a extensionista.
O preço, que gira em torno de R$ 10 o quilo para o pescador, no entanto, está similar ao do ano passado e é considerado positivo. Ao longo da safra, o valor tende a cair.

A Lagoa do Peixe opera, há seis anos, com um modelo diferente do adotado na Lagoa dos Patos: a abertura e o fim da pesca não segue uma data fixa no calendário. A decisão é tomada por uma câmara técnica, formada por entidades e por pescadores monitores, a partir do acompanhamento semanal do crescimento do camarão. Quando o crustáceo atinge o tamanho mínimo de oito centímetros, a pesca é liberada. Neste ano, a autorização para a colocação das redes saiu na quarta-feira (14), permitindo até 30 redes por pescador entre os 202 licenciados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

