
Uma pesquisa que será conduzida em parceria com a Emater neste ano pretende mapear as dificuldades que atrapalham o caminho da regularização das agroindústrias familiares do Rio Grande do Sul. O objetivo é entender e auxiliar na adesão ao Programa Estadual de Agroindústrias Familiares (Peaf), da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural. Hoje, são mais de 2 mil empreendimentos que fazem parte, com acesso a cursos, assistência técnica e apoio para a venda em feiras, como as que serão agora realizadas no Litoral Norte.
— Estamos preparando esse levantamento, com ida a campo para buscar também dados concretos sobre as demandas que as nossas agroindústrias têm para aprimorar ainda mais o programa — explica Romano Scapin, diretor-geral da secretaria.
Com mais de 10 anos, a legislação do programa também está sendo revisada, justamente para rever pontos que possam estar desatualizados, explica o diretor. A tarefa é executada por um grupo de trabalho:
— Temos para este ano também essa missão de alterar a legislação com o objetivo de torná-la menos burocrática, mais acessível às nossas agroindústrias.
Levantamento inédito feito pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS) junto a agroindústrias familiares — e apresentado no balanço da entidade de 2025 — apontou, entre as dificuldades enfrentadas pelo segmento, a legislação sanitária rígida (71,4%), a burocracia para a certificação (64,3%) e o alto custo de formalização (62,5%).
Vitrine das feiras
As feiras de agroindústrias familiares têm sido um sucesso de público, trazendo benefícios para quem vende e para quem compra. No ano passado, conforme a Secretaria de Desenvolvimento Rural do RS, foram realizados 139 eventos que tiveram um aporte de R$ 14,08 milhões e geraram R$ 46,07 milhões em vendas.





