
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Em meio às uvas que, nesta época do ano, tomam conta dos parreirais históricos de Otávio Rocha, distrito de Flores da Cunha, na Serra, uma fruta vem roubando a cena nas propriedades rurais: o morango. Não por acaso, a Fecouva chega à 15ª edição como Festa Colonial da Uva e, sem cerimônia, incorpora ao nome a 5ª Festa do Moranguinho — um detalhe que revela, em poucas palavras, as transformações no interior do município.
Secretário da Agricultura de Flores da Cunha, Jamur Mascarello esclareceu à coluna que, apesar de o cultivo do morango ter ganhado espaço no município, a uva mantém a sua importância econômica entre os agricultores. O morango surgiu, há 30 anos, como um complemento de renda, afinal, produz o ano inteiro.
— E se adaptou muito bem. Os produtores também conduziram muito bem a cultura — resume Mascarello, acrescentando que, hoje, o morango já é a segunda cultura em importância no município.
Presidente da Fecouva, Caroline Dani acrescenta o fator de a uva ser sazonal:
— O morango faz entrar recurso o ano todo na propriedade. A uva, só um período e, às vezes, a safra frustra.
A integração do morango no calendário da Fecouva, no entanto, data de mais tempo. Desde 2009, a fruta divide holofotes com a uva por seis dias, em Otávio Rocha. Neste ano, a festa ocorre em dois finais de semana — 20, 21 e 22 de fevereiro; 27, 28 de fevereiro e 1º de março, ao lado da Igreja de São Marcos, com entrada franca e pagamento apenas do que se consome.






