
Pelo segundo ano consecutivo, as Filipinas foram o principal destino da carne suína exportada pelo Brasil. O apetite do país asiático contribuiu para que se chegasse à marca de 1,35 milhão de toneladas embarcadas, quantidade histórica. O feito faz dobradinha com o volume recorde de carne de frango que foi negociado com o mercado externo.
— As Filipinas são uma presença importante nos últimos dois anos, quando vimos a China recompor plantel. Os filipinos ocuparam esse espaço — pondera Estevão Carvalho, gerente-executivo de Mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
O problema de peste suína africana, que persiste, e a geografia, que dificultam a retomada do rebanho são fatores que fazem com que se projete um movimento de compra por parte das Filipinas que não deve arrefecer no curto prazo.
— O que não muda a importância primordial da diversificação de mercados. Esse trabalho já vem sendo feito, e se consegue ver resultado. Há uma distribuição (dos compradores), você não vê uma dependência— assegura Carvalho.
O Brasil espera o fechamento dos dados anuais do Canadá para confirmar outra marca importante: o avanço da quarta para a terceira posição entre os maiores exportadores globais de carne suína. As projeções indicam que isso irá ocorrer, mas ainda é preciso aguardar o resultado consolidado de 2025.
Para o ano novo que se inicia, algumas conquistas estão no horizonte do setor. Uma delas, importante para o Rio Grande do Sul, que ocupa o posto de segundo maior exportador entre os Estados brasileiros: a ampliação do mercado da China. Desde que conquistaram o status de zona livre de aftosa sem vacinação, os gaúchos aguardam a possibilidade de vender miúdos e carne suína com osso para os chineses.






