
Para o azeite de oliva extravirgem, o acordo Mercosul-UE não deve alterar o cenário atual. O Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) lembra que desde março do ano passado o produto importado do bloco europeu está com a tarifa, que era de 9%, zerada.
– Para nós (setor de azeite de oliva) não tem alteração no que diz respeito a essa vantagem tributária. Não vemos reflexo imediato de baixa e mudança do que quadro que já temos hoje – avalia Flávio Obino, presidente do Ibraoliva.
A entidade divulgou nota em que faz essa ponderação. Obino acrescenta que o Ibraoliva é favorável ao acordo por entender que é uma necessidade, com benefícios recíprocos, em termos gerais. Inclusive no setor de máquinas, podendo trazer uma perspectiva positiva para equipamentos específicos do processamento de oliveiras. Descarta, no entanto, efeito sobre preço do azeite de oliva que chega da Europa.
– Não somos concorrentes desse azeite que não é aproveitado na Europa. Nosso desafio é mostrar diferença de qualidade – afirma Obino.
Reconhecida mundialmente em diferentes premiações, a produção brasileira de azeite de oliva extravirgem ainda representa um percentual de menos de 1% do consumo nacional. O que significa que, para dar conta da demanda, é preciso importar.
A ressalva feita pelo Ibraoliva é em relação à qualidade do produto que chega ao Brasil e a falta de informações sobre o mesmo.
A boa notícia é que, depois de duas safras com perdas em decorrência do clima, a colheita de 2026 promete ser cheia. Obino entende que será possível bater a marca de 640 mil litros de azeite de oliva extravirgem, obtida em 2023 (desse volume, 590 mil litros foram produzidos no RS).
– A expectativa é muito boa. Tivemos todas as condições para o desenvolvimento da fruta: horas de frio, excelente florada – aponta o presidente do Ibraoliva.





