
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Fruta que harmoniza com o verão, a melancia colhida no interior do Rio Grande do Sul começa a abastecer, aos poucos, as bancas da feira orgânica da Redenção, em Porto Alegre. Chegada aguardada pelos feirantes e que, neste ano, foi um pouco depois do habitual, em razão do ano considerado atípico por produtores.
No Vale do Caí, região onde predomina a citricultura, o produtor orgânico João Kniest, sócio-fundador da Ecocitrus, levará a sua primeira colheita neste sábado (20) à rua José Bonifácio. Segundo Kniest, noites frias e dias chuvosos atrasaram a florada, que veio apenas em outubro.
— Além disso, plantamos menos neste ano. No ano passado, chegou a 25 toneladas e, neste, deve chegar a 10 toneladas — projeta o produtor.
Em meio hectare, a colheita de Kniest é feita em conjunto com a de melão e deve durar dois meses.
Já em Bom Princípio, outro polo de orgânicos no Vale do Caí, produtores também começam a abastecer a feira com melancia. Na Cooperativa Ecomorango, que reúne cerca de 35 associados, a safra começou com boas perspectivas, segundo o produtor e presidente da cooperativa, Luis Alberto Schmitz, o Beto.
— Tanto a melancia baby quanto a tradicional começaram bem. O ano ajudou, teve bastante chuva, e as frutas estão bonitas — afirma o produtor e dirigente, que não se arriscou em cravar números.





