
E no apagar das luzes de 2025, sai o tarifaço dos Estados Unidos, entra a sobretaxa da China. O país asiático tinha uma investigação aberta desde dezembro de 2024 para apurar o aumento das importações da proteína de diversos países, incluindo a brasileira. Nesta quarta-feira (31), anunciou uma medida de salvaguarda, que impõe uma tarifa extra de 55% sobre o que passar das cotas estabelecidas. A validade é de 1º de janeiro de 2026 a 31 de dezembro de 2028.
No caso do Brasil, o volume estabelecido é de 1,1 milhão de toneladas. O que passar dessa quantia, terá a taxa adicional de 55%. Ivon Silva, presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do RS diz que ainda é preciso conhecer os detalhes da medida, mas avalia que é "um banho de água fria" para o setor.
Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) pontuou que a aplicação da salvaguarda "altera as condições de acesso ao seu mercado e impõe uma reorganização dos fluxos de produção e de exportação".
Em 2025, as exportações de carne bovina brasileira para a China somaram cerca de 1,7 milhão de toneladas, o equivalente a 48,3% do total exportado. Nesse cenário, conforme a Abiec, "passam a ser necessários ajustes ao longo de toda a cadeia, da produção à exportação, para evitar impactos mais amplos".



