
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
O preço das aves natalinas nas gôndolas começa bem antes do supermercado — passa pelo campo, atravessa granjas, fábricas, câmaras frias, varejo e só então chega à mesa de Natal. E em 2025 essa trajetória ficou mais longa no Rio Grande do Sul, com clima adverso e crises sanitárias.
É esse cenário que explica, no caso do peru, uma alta de 4% no preço médio do quilo, conforme levantamento preliminar da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav). Com o reajuste, o valor do quilo oscilou entre R$ 29 e R$ 31. Enquanto isso, as demais aves natalinas — como chester, bruster e fiesta — praticamente não sentiram pressão: a alta média foi de 0,5%, com preços entre R$ 13 e R$ 14,50 o quilo.
A produção total de perus e aves natalinas no Estado deve chegar a 56,4 mil toneladas, uma redução de 2,4% frente ao ano passado. Ainda assim, o faturamento do segmento deve crescer 2%, alcançando R$ 1,438 bilhão.
— O setor não pode acelerar quando enfrenta restrições estruturais e sanitárias. A produção foi adequada à realidade — explica José Eduardo dos Santos, presidente da Asgav.
A produção de aves natalinas está distribuída por diferentes regiões do Estado, como Vale do Caí, Serra Gaúcha, Passo Fundo e Erechim. Já o peru tem produção mais concentrada, especialmente na região de Caxias do Sul, onde operam grandes plantas industriais.




