
A jornalista Carolina Pastl colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Terminou com promessas — e com a cobrança para que se concretizem — a mobilização da agricultura familiar realizada nesta quarta-feira (10), em Porto Alegre. Nem mesmo a previsão de chuva forte tirou o ânimo dos 2 mil produtores que caminharam da superintendência do Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (MDA) até o Palácio Piratini. O recado foi dado: a crise do leite, do arroz e do trigo, somada ao endividamento e à falta de seguro rural, exige medidas imediatas.
No Piratini, representantes das federações dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS) e da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) foram recebidos pelo governo estadual e federal. O principal encaminhamento do encontro foi reforçar aos ministérios do governo federal a urgência na publicação das portarias interministeriais que viabilizam as medidas de PEP e Pepro, para escoamento de trigo e arroz, a Aquisição do Governo Federal (AGF) de leite e a subvenção ao prêmio do seguro.
Para o presidente da Fetag-RS, Carlos Joel da Silva, foram sinalizados avanços, mas ainda sem a agilidade necessária:
— De promessa já estamos cheios. Queremos ver isso efetivado. Se até este mês não houver efetivação das medidas, vamos marchar a Brasília no início de janeiro.
Ele esteve acompanhado de lideranças como Alexandre Velho, ex-presidente da Federarroz e hoje integrante do conselho da entidade.
No encontro, representantes do governo federal apresentaram um balanço de ações dos últimos dois anos, que inclui a linha do BNDES de R$ 12 bilhões para renegociação de dívidas e recursos para contratos de opção do arroz e para outras modalidades no caso do trigo. Já o governador do Estado, Eduardo Leite, também listou medidas, como recursos do Terra Forte, apoio ao leite em pó, assistência forrageira e ações para a juventude rural.





